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Utilização de fosfatos de rocha de baixa concentração na produção de fertilizantes de base biológica.

A produção de fertilizantes fosfatados convencionais, solubilizados por digestão ácida enfrenta diversas dificuldades atualmente. Dentre as principais, a escassez de rocha fosfática com características desejáveis (alta concentração, concentração a baixo custo e ausência de elevados teores de Fe e Al) e o alto custo energético.

O graDual® Fertilizante Organomineral com fósforo de base biológica, se mostra como tecnologia mais racional e compatível com o clima tropical e com a necessidade premente que vivemos de tecnologias limpas que busquem produtividade sem provocar desequilíbrios ou efeitos colaterais no meio ambiente onde é utilizado.

Diante tais necessidades, os agricultores têm a sua disposição tecnologias baseadas na simplicidade, baixo custo, operacionalidade e eficiência similar aos fertilizantes minerais no que diz respeito a curva de absorção de fósforo e potássio.

A utilização de cepas biológicas melhoradas e adaptadas para digerir fósforo de diversas origens (fluorapatitas, hidroxiapatitas, estrengitas, variscitas, francolitas), digerir material orgânico peso molecular variado (celulose, hemicelulose, lignina, amiláceos) e solubilizar incrustados de potássio e cálcio. Os resultados dos vários tipos de digestão bioquímica exercido pela biomassa microbiana dos aditivos BioPack FE e BioPack SC de interesse agronômico são os metabólicos gerados nesses processos. Esses metabólicos são compostos que encerram considerável estabilidade química quando comparados aos íons solúveis em água dos fertilizantes minerais.

O caráter químico dos compostos produzidos com as técnicas desenvolvidas com o bioPack®, geram nos fertilizantes estabilidade química e biológica (graDual®) resultando em melhor aproveitamento das fontes minerais aplicadas como nutrientes de plantas.   

Aqui farei algumas considerações que sustentarão o formato de recomendação que utilizamos para produtos com as características do graDual.

Faixas de garantia
Influenciadas pelas formulações ou modos de fabricação da Base p/ fertilizante Organomineral graDual
(graDual Base - gB):
As faixas de garantia dependem do método de produção adotado, não se tratam de oscilação encontrada no produto final.

P2O5 Total

8 – 15%

P2O5 Solúvel em Acido cítrico

3 – 7%

P2O5 Solúvel em CNA+Água

1 – 3 %

Matéria Orgânica total

15 – 22%

Matéria Orgânica acida (parcialmente decomposta)

7 – 11%

Ca total

8 – 16%

CaCo3

4 – 8%

K2O

0 – 9%

N

0,2 – 10%

Zn

0 – 0,5%

B

0 – 0,5%

CTC total – Método saturação total de cargas (com H+)

200 – 330 mmolc/kg

Contagem Microbiana Ativa (fungos e bactérias)

1 – 1,4 x 109 col/cm3

Características estas ora resultantes ora como conseqüência da atividade microbiana configuram a grande diferença do graDual  para os demais fertilizantes encontrados atualmente no mercado, mesmo os ditos biológicos e organofosfatos.

O caráter químico do produto aqui mencionado não poderia de forma alguma deixar de ser levado em consideração ao fazermos recomendações que visem nutrir plantas via solo.

Considerações

  1. A CTC do graDual® é suficiente para retermos de forma segura e parcialmente estável de 40 a 90 kg de matérias minerais catiônicos por tonelada de graDual Base (gB), assim temos aqui mais uma grande diferencial ao considerarmos a adição de produto em sistemas químicos instáveis (solos). A formação e estabilidade dos complexos formados depende, obviamente do raio iônico e peso molecular do que estamos misturando a gB fonte fósforo;
  2. Por meio da atividade microbiana, intensa na fabricação de gB e no solo, a liberação de fosfato orgânico ou P complexado a compostos orgânicos coordenados é alta o que possibilita um consumo de P pelas culturas fertilizadas através de graDual Fertilizante, sem perdas mássicas de P por estabilização com outros compostos, principalmente metálicos;
  3. A matéria orgânica na forma desestabilizada (acida) promove o tamponamento do produto (graDual - gB). Esta é produzida sempre que as colônias microbianas demandam energia metabólica para suas funções primordiais. Esta particularidade permitirá o consumo de M.O tanto nas leiras de fabrica quanto no solo, transformando M.O inativa do solo em material ativo quimicamente, assim não haverá perdas dos percentuais de matéria orgânica que compõem a MOS, no entanto uma mudança do caráter químico desta. Ambiente no qual as cepas microbianas (destaque para fungicas e ascomicetos) irão encontrar condições de umidade, O2, mais adequados ao seu desenvolvimento, em regime variável para solo ambiente. (Aqui destaca-se a grande capacidade que os microrganismos do processo tem em se adaptarem as mais diversas situações em poucas gerações). A condição tamponamento presente no graDual permite uma melhor fluidez de matérias como Ca e Mg, favorecendo inespecificamente processos fisioquímicos orientados por esses elementos (crescimento de tecidos conjuntivos, estruturais e absorventes);
  4. A presença de fungos de associação fácil com raízes aumenta sobremaneira a área de absorção radicular e as trocas de metabólicos entre as plantas e estas micorrizas. Consequentemente uma melhor absorção de elementos minerais seja por fluxo de massa, difusão, trocas iônicas e adsorção preliminar;

Tais características denotam uma formação de sistemas químicos no graDual Fertilizante, onde haverá atividade microbiana digerindo e produzindo uma gama de substancias importantes à nutrição de plantas em um sistema estável quimicamente. Substancias como ácidos orgânicos de baixo peso molecular, fosfato orgânicos e fosfatos solúveis em HCi a 2% 1:100.  

Essa ponderação por si só é suficiente para discernimos sobre fertilizantes minerais (onde não há um sistema químico coordenado) e fertilizantes do tipo organomineral dinamizado por biomassa aditivada como é o caso do graDual.

Os fertilizantes minerais serão adicionados em um sistema químico dinâmico (solo) e dele passarão a fazer parte. Desta forma teremos que prever, por meio dos diversos métodos encontrados nos anais de ciências de solo, como os materiais minerais irão interagir com o sistema solo e o que ira permanecer na solução de forma que os vegetais cultivados possam aproveitar como nutriente efetivo.

Seguindo esse raciocínio temos que o graDual é um sistema químico com dinâmica própria, ditada pelos microrganismos que o constitui. Desta forma temos o graDual menos susceptível as interações químicas perniciosas que ocorrem quando adicionamos matérias solúveis em Água em um segundo sistema químico (o solo).

Ainda nessa linha temos a adição de matérias solúveis ao sistema graDual. Estes irão fazer parte desse novo sistema químico, o graDual, e compor produtos ou complexos simples tendendo a estabilidade momentânea.

Todas essas considerações nos remetem ao fato de que ao buscarmos nutrir plantas, com fertilizantes estáveis quimicamente, temos esta como única tarefa. Assim é fundamental abrandarmos a desestabilidade do solo que iremos trabalhar por meio de métodos corretivos conhecidos (pH, teores mássicos de P, K, Ca, Mg) para que este não exerça excessiva pressão química nem ao produto nem a cultura estabelecida. É obvio ainda que características extremas, como solos argilosos ou arenosos devem ser encarados de acordo com suas peculiaridades. Principalmente quando pensamos em íons de raio iônico reduzidos como o potássio (K+).   

Portanto o sistema químico encontrado no graDual sofre pouca influencia do sistema químico solo ao nele ser adicionado (do ponto de vista de formação de produtos inúteis às plantas). Permitindo-nos fazermos fertilizações baseadas nas exigências nutricionais de cada cultura a ser adubada, o que torna o uso de insumo graDual mais racional e mais econômico e portanto mais sustentável.

Temos então - Adubação de Milho (genérica)
Considerando solo de textura média (30 - 40% de argila)  e de boa fertilidade segundo os padrões estipulados.
Estimativa de exportação de nutrientes pela cultura do milho, para uma produtividade de 8400kg/ha de grãos e uma produção de folhas e colmos na ordem de 7610kg/há:

Extração(kg/ha)

Elementos

Grãos(8400kg/há)

Grãos(60kg)

Nitrogênio

126,53

0,9037

Fósforo

57,88

0,4134

Potássio

33,65

0,2403

Cálcio

1,21

0,0086

Fonte: Sayre(1955)



Fertilizantes Minerais
(08-28-16)

Adubação efetiva

graDual Fertilizantes
(03-12-06)

Adubação efetiva

600 kg/ha

 

600 kg/ha

 

N – 48 kg (ap 40 a 60%)

19,2 a 28,8

N – 18 kg (ap 100%)
(sem considerar fix N do ar)

18

P – 168 kg de P2O5 (ap 5 a 30%)

8,4 a 50,4

P – 72 kg de P2O5 (ap 100%)

72

K – 96 kg de K2O (ap 50 a 60%)

48 a 57,6

K – 36 kg de K2O (ap 100%)

36

Cobertura 150 kg/ha Uréia e 150  15-00-15

Produtividade esperada 140 sc/ha

Temos um sistema fornecendo um excesso de nutrientes (quando utilizamos fertilizantes minerais) para que estes reajam com sistema solo plantas, levando a disponibilidade o saldo dessas interações e o Sistema onde trabalhamos com graDual fornecendo um suprimento de nutrientes equilibrado e necessário ao requerimento da cultura.

 

Peletizadora   Produto peletizado

Produto farelado Vista interna da fábrica  

Deposição de Torta no Pátio Adequação de Leiras Deposição de cinza entre as leiras

Adição de Cinzas na Leira Incorporação com Compostador Aplicação de Rocha

Aplicação de Rocha Preparo de Tanque de Ativação Preparo de Tanque de Ativação

Recolhimento de Inoculante Pronto Inoculação das Pilhas Incorporação com o Compostador quantas vezes for necessário

Controle Biológico Controle de Temperatura Controle de Umidade

Amostragem para Controle de Qualidade Carregamento de Composto Pronto Aplicação Área Total

Área de Aplicação Direcionada
 
 
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